Ana Rita Simonka
Ego


  • Graduada em Ciências Biológicas / Universidade de São Paulo

  • Mestrado em Artes / Universidade de São Paulo

  • Mestrado em Yoga – Uni FMU / Khaivalyadhama Institute, Lonavla, Índia.

  • Dança Indiana / Cia. de Madhavi Mudgal / Mahatma Gandhi Mission, Aurangabad, Índia

  • Belly Dance / Hossam and Serena Ramzy / Londres

  • Tango e Danças Latinas / Prof. Pietro / São Paulo, Brasil

  • Canto Indiano / Ratnabali Adhikary / India

  • Práticas Sufis em Meditação, Música e Dança / Mestre Adnan Sarhan, New Mexico, USA

Uma garotinha tocando chorinho e dançando Tango...
A influência artística decisiva veio de seu pai, Pietro, um dançarino de Tango muito tradicional de São Paulo. Ana Rita tinha apenas onze anos quando ele lhe deu um violão, com a intenção de colocá-la em contato com seus amigos, famosos músicos tradicionais no Brasil. A casa de Pietro costumava ser um lugar de encontro de artistas consagrados, tais como Papete, Muri Costa, Trio Mocotó, Jorge Costa, Maestro Benedito Costa, Toninho Neto, e muitos outros. Os Saraus, freqüentes, não tinham hora para acabar. Naquela época, o Chorinho se tornou a grande inspiração para a menina, que surpreendia a todos com seu fantástico progresso, tocando lado a lado com seus professores. Nessa atmosfera tão espontânea, ela estudou também violão clássico, jazz, bossa-nova, ritmos folclóricos e percussão afro-brasileira. Pietro não perdeu a chance de ensinar para sua filha danças latinas, e a garota se tornou sua parceira, formando juntos um brilhante casal de Tango. Estas experiências tão ricas dão para Ana Rita base para explorar uma grande diversidade de música e dança, mas ela nunca abandonou suas raízes. Profissionalmente, começou ainda jovem cantando em barzinhos, casas noturnas, cafés e festivais de música, além de dar aulas de música.


Espiritualidade no Brasil e tendências holísticas
A cultura brasileira tem um profundo senso de espiritualidade, e muito cedo Ana Rita demonstrou grande sensibilidade. Ela sempre adorou ler, e quando tinha apenas oito anos, tinha lido toda a biblioteca infantil da escola. Não foi possível proibi-la de freqüentar a biblioteca adulta, onde se deparou com uma rara edição da Divina Comédia de Dante Alighieri, livro que marcaria para sempre seu interesse em literatura mística e filosofia. O próximo passo foi um crescente interesse em Arte Oriental, que foi se tornando cada vez maior. Suas concepções holísticas foram testadas no curso de graduação, onde ela decidiu cursar Biologia, tendo como cadeiras preferidas História das Ciências e Antropologia, mas se dedicava mesmo a se aprofundar no novo paradigma holístico. Nessa época de faculdade, entrou em contato com diversos grupos de trabalho espiritual e vivências do mundo alternativo, tais como Música e Dança Orientais, Yoga e Sufismo.


Busca interior, Arte e Meditação
Ana Rita Simonka tem visitado com freqüência países orientais e institutos de estudo e pesquisa também na Europa. Ela acredita que o lugar que melhor reflete suas idéias sobre o que significa uma arte espiritual é a musica do Golden Temple, em Amritsar, Índia. Ali, há música ao vivo durante séculos, sem interrupções, na forma de um ritual de meditação. Ana Rita diz que é possível encontrar alguma coisa em comum entre a música espiritual indiana, e certas tradições brasileiras, e um dos exemplos mais interessantes pode ser visto nos hinários do Santo Daime, religião Amazônica. A espiritualidade e sabedoria de sua arte têm sido reconhecida por muitos grupos novos que atualmente despontam na World Music brasileira e que a consideram como principal influência.

 

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